AMD Aposta na Longevidade do RDNA 3.5
Desde sua introdução há quase três anos com os processadores Ryzen mobile, a arquitetura de gráficos integrados RDNA 3.5 da AMD tem sido um pilar fundamental para o desempenho em jogos e aplicações visuais em notebooks. O que era para ser uma solução potente para o presente, parece se estender como a espinha dorsal da estratégia da empresa para iGPUs até o fim desta década, especificamente até 2029, conforme indicado por vazamentos recentes.
De acordo com o conhecido insider HXL, que divulgou um roadmap preliminar, a arquitetura RDNA 3.5, que teve seu início efetivo em 2024, continuará em uso mesmo após 2028. Essa informação foi corroborada por Kepler, outro leaker com histórico preciso em rumores da AMD. A estratégia aponta para uma divisão clara:
- Mercados de Entrada e Modelos com GPU Dedicada: Notebooks que não exigem o máximo desempenho gráfico integrado, como modelos de escritório ou aqueles que já contam com uma placa de vídeo dedicada (dGPU) de alto nível, continuarão a se beneficiar das APUs com RDNA 3.5 até 2029.
- Produtos Premium de iGPU: Um segmento seleto de notebooks premium será reservado para a futura arquitetura RDNA 5, que promete um salto significativo no desempenho gráfico integrado, embora ainda sem uma data de lançamento definida.
O Salto Esperado para RDNA 5
A decisão de estender a vida útil do RDNA 3.5 levanta questões sobre quando o RDNA 5, a próxima grande evolução, fará sua estreia. Enquanto a arquitetura RDNA 4 já impulsiona as placas de vídeo dedicadas da série Radeon RX 9000, oferecendo melhorias notáveis, especialmente em ray tracing, parece que essa arquitetura não será adaptada para iGPUs. A AMD parece reservar o RDNA 5 para o topo de linha das suas APUs, garantindo que o segmento mais exigente tenha acesso à tecnologia de ponta.
Intel Eleva a Aposta e Desafia a Liderança da AMD
A estratégia de longevidade da AMD é colocada à prova pelo avanço agressivo da Intel no campo dos gráficos integrados. Com o lançamento recente dos processadores mobile Panther Lake e suas iGPUs baseadas na arquitetura Xe3, a Intel está se posicionando como uma concorrente formidável.
As primeiras análises globais dos Panther Lake revelaram que a iGPU Arc B390 consegue superar a Radeon 890M, presente nos Ryzen AI 300 de ponta. Embora ainda esteja um passo atrás da Radeon 8060S (a implementação mais robusta do RDNA 3.5 em Ryzen AI Max), a Intel demonstrou sua capacidade de entregar desempenho competitivo.
O cenário deve se intensificar com os rumores sobre os futuros processadores Core Ultra 400 Nova Lake, que podem vir equipados com gráficos Xe3P, prometendo um desempenho até 25% superior aos Panther Lake. Além disso, a indústria acompanha de perto a possibilidade de uma aliança entre Intel e NVIDIA para desenvolver CPUs com gráficos RTX integrados, o que redefiniria completamente o mercado de iGPUs.
Diante desse cenário, a AMD terá que se movimentar com soluções inovadoras e diferenciadas para não perder seu histórico posto de rainha dos gráficos integrados. A manutenção do RDNA 3.5 em grande parte de sua linha, embora eficiente, pode se tornar um gargalo competitivo caso a Intel continue a reduzir a diferença de desempenho em um ritmo acelerado.
